A Benetton tem algo a dizer

Veja galeria de fotos com a nova campanha

Cool hunting

Saiba mais sobre o meu curso de verão na Universidade Feevale

Mania de esmaltes vira clube de compras

Conheça a EsmalteriaClub

Mercado de luxo ou classe C

Em qual mercado vale mais a pena investir no Brasil?

Mostrando postagens com marcador street style. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador street style. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Crash de estampas

Eu sempre brinco quando vejo alguma figura estranha antenada pela rua vestindo duas (ou mais) peças com estampas diferentes dizendo: Uau, que crash de estampas! E não é que a moda tomou conta das ruas? Claro que a maioria das pessoas que eu me deparo não são antenadas como eu disse, e sim, desavisadas. Poucas conseguem equilibrar peças de padronagens diferentes em um mesmo look e parecer cool. As fashionistas americanas e italianas sabem como ninguém manter a proporção das estampas sem parecer que mergulharam no closet e saíram. Vamos aprender com elas?

Os clicks do Face Hunter mostram um verdadeiro exagero de padrões e cores. Perceba que em todos eles, porém, há uma unidade na cartela de cores. No look 1, o verde e o mustarda comandam. As listras são prioridade, marcadas por pequenos círculos ao longo do desenho. No segundo look, o vermelho dá o fundo para pequenos motivos em tons pastéis avançarem. Já no terceiro, o floreado liberty toma conta da produção de fundo vermelho e bege.
Nas lentes do The Sartorialist, as estampas fotografadas vão além dos florais e geométricos. O importante aqui é equilibrar a proporção dos desenhos. Veja como o xadrez e o liberty da primeira imagem conversam abertamente. Ponto para a jaqueta jeans, que neutraliza o excesso de informação. Renda + zebra é possível? Lembre sempre de investir em um fundo-base para o resultado pontuar. Aqui, o preto e o branco são os responsáveis pelo sucesso. No terceiro caso, o que prevalece é o bom senso. Uma estampa chama mais atenção que a outra? Evidencie esta e ofusque a outra! Veja como os verdes se adequam perfeitamente.
As passarelas têm proposto combinações exóticas e nem por isso menos comerciais. Na coleção de Anna Sui, quadrados se mistruram a círculos em uma base azul e vermelha. Até na passarela os complementos são básicos e neutros. No segundo look, Marc Jacobs põe o xadrez vichy pra conviver com o argile. Em cores sóbrias, os motivos superpequenos se saem bem. Tons naturais são os mais fáceis de conviver. Nesse habitat, o que prevalece é a sintonia das cores. Veja que o riscado verde fica perfeito com a estampa de pássaros sobre fundo branco. Look de Carolina Herrera.

Em todos os casos, prefira usar se estiver com o shape em dia e conseguir segurar a produção sem parecer uma louca sem nexo. Decida se o lugar comporta a montaria e se você não vai chamar mais atenção que o desejado. E por fim, sucesso!


Pesquisa e edição de imagens: Lucas Presotti

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O estilo das poderosas "editrixes" da década

O termo "editrix" foi cunhado nos anos 60 para qualificar as poderosas editoras de moda da época. Afinal, sempre foram elas que "mandaram e desmandaram" no quesito estilo. Passados muitos anos, a profissão se atualizou e as editoras adoram aparecer mais do que as próprias modelos e vivem fazendo pose em blogs de street style no vaivém das semanas de moda. Conheça algumas das principais "editrixes"da década e como seu estilo influencia toda a cadeia.
Anna Dello Russo, da Vogue Japão: pura irreverência fashion.

A atual editora de moda da Vogue Japão é uma das mais festejadas e fotografadas do circuito. Fashion victim assumida, investe em looks maximalistas e dramáticos que dividem opiniões. Tudo porque la Russo veste apenas peças recém-saídas das passarelas, tudo muito exótico e conceitual. Maluca por joias e sapatos, comprou um apartamento só para guardar seu acervo de 4 mil pares. Bem diferente de suas contidas colegas, Anna faz da moda uma expressão artística e diverte a todos com sua simpatia e excentricidade.  Mesmo exagerada, a editora tem plena consciência de seu trabalho. Prova disso é a experiência de 18 anos na Vogue Itália.

Substituta de Carine Roitfeld na Vogue França, Emmanuele Alt é bem menos clássica que a antecessora e bem mais urbana que as demais colegas. Se fosse para delimitar os hits de seu figurino, estes seriam um jeans skinny sequíssimo, uma jaquetinha estruturada e botas superaltas. Low profile e consciente, é apontada como uma das "editrixes" mais reverenciadas do cenário fashion. Nos blogs de street style, Alt é 100% inspiração.

Julia Sarr Jamois, da Wonderland: smart urban e étnica.

A mais street das editoras de moda leva para seu closet o visual das ruas de Londres. O must do estilo de Julia são suas referências étnicas em sintonia com os lançamentos da temporada mais a leveza do street style. Responsável pela revista inglesa Wonderland, Julia vai dos agasalhos esportivos aos vestidinhos de menina sem perder a elegância.

Giovanna Battaglia, da Vogue Homem Itália: la prima donna italiana.

Ladylike assumida, a editora da L'uomo Vogue Itália investe na boa alfaiataria mixada com diversas texturas e estampas mil. Adepta de bons casaquetos e vestidos de cintura marcada, Giovanna não tem medo de repetir peças e capricha nos acessórios exagerados. Nos pés, os sapatos megaelaborados e os saltos vertiginosos têm vez. A graça do estilo dela está na sofisticação da silhueta superfeminina com base nos tons neutros aliada a um pézinho no exagero.
 
Nina Garcia, da Marie Claire americana: neutros poderosos.

Responsável pela Marie Claire americana, Nina Garcia tem vasta experiência de moda: trabalhou para Marc Jacobs e é jurada do programa Project Runway. Nina é a mais contida das colegas, mas não menos elegante. Ela aposta na sobriedade do preto e do bege em peças atemporais.


Pesquisa e edição de imagens: Lucas Presotti