segunda-feira, 3 de outubro de 2011

"Repetir roupa é sinal de assertividade"



Mesmo com muitas perguntas idiotas e de autopromoção, Glória manteve a pose e foi superssimpática com todos os jornalistas e blogueiros.

Na coletiva para a imprensa de moda que Glória Kalil deu no dia 27 de novembro na Courovisão, em Novo Hamburgo, contou sobre sua experiência como empresária, desde os anos 80 com a grife Fiorucci, até os dias de hoje, com consultoria. Sua passagem pela indústria possibilitou um esclarecimento maior em relação ao panorama atual, especialmente na área calçadista, mesmo que tenha maior vivência no setor têxtil.

Glória, que é jornalista, é um dos nomes mais importantes da moda brasileira. Elogiou tantas iniciativas de feiras para insumos calçadistas e disse que não existe correspondente na área de roupas. Mostrou como o mercado brasileiro de moda está longe de conquistar o exterior por não ter marcas fortes e como existe tanta mídia para pouco faturamento no setor. Sobre a explosão fast fashion, lembrou que o fenômeno faz com que as pessoas voltem sempre à loja para conferir as novidades, e isso é superpositivo.

Um dos destaques de sua fala foi a diferenciação entre indústria, comércio e consumidor final. "Antigamente, a indústria e o comércio mandavam; hoje, é o consumidor. E este é volúvel, mimado e conhecedor de marcas. Busca uma nova filosofia para o vestuário, com uma nova identidade na moda. Está agora dividido por interesse, mais do que por classe econômica", disse.

Segundo Glória, existe um “jeitão brasileiro” de se vestir, que se destaca dos outros: "Temos um estilo diferenciado de cabelos, sapatos, jeito de andar, tudo com uma pegada mais sexy e observadora". Enfatizou que repetir roupa é sinal de assertividade e que o consumidor precisa de “edição de moda” para sintetizar toda informação que consome. Uma das saídas mais importante para o mercado seria treinar a equipe de vendas, pois é nesse momento que todo o investimento em pesquisa, desenvolvimento e comunicação de uma marca acontece.

Explicou que, como no Brasil comprar é lazer, é preciso aproveitar para tornar esse momento ainda mais especial, com orientação de moda na venda. Na verdade, encarar não como “venda”, mas sim como “consultoria de moda”, pois é disso que os clientes precisam. A marca que fizer isso se diferenciará dentre todas, já que as pessoas têm informação, só precisam de edição.

Foto: Carolina Tremarin

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